quinta-feira, 3 de março de 2011

Higiene e Segurança Alimentar

10.03.10 – 22.04.10
25 h
Formador: Jorge Mascarenhas
Método de avaliação: realização de 4 fichas e 1 teste final

Objectivo: Desenvolver os procedimentos adequados para as boas práticas de higiene na produção/confecção dos alimentos, por forma a evitar perigos para a saúde pública.

Este foi sem dúvida um dos módulos mais importantes que tivemos e de extrema relevância na nossa futura profissão, pois o nosso dia a dia consiste em manusear alimentos, sejam eles confeccionados ou não. Se não existirem boas práticas de higiene pessoal, na produção, nas instalações, equipamentos e utensilios, estaremos a contribuir para a ocorrência de um perigo, não sendo mais que o agente que poderá causar dano ao consumidor. Ora, essa não é a intenção de um cozinheiro e/ou pasteleiro, pelo que é imprescindivel que as boas práticas de higiene sejam uma constante do profissional desta área. Assim, para além de apresentar uma farda limpa e aparência cuidada (barba feita e cabelo aparado no caso dos homens e ausência de maquilhagem e verniz nas unhas no caso das mulheres), deverá também primar pela não utilização de adornos (anéis, pulseiras, brincos), por oposição ao uso de chapéu ou touca, calçado adequado (não aquele que tráz da rua) e lavagem das mãos e antebraços sempre que necessário, usando para esse efeito os lava mãos accionados por pedal.

Considero que foi muito útil aprender neste módulo a importância de que se reveste a temperatura enquanto factor extrínseco (que diz respeito ao ambiente em que os produtos alimentares se encontram), influenciador da actividade microbiana. Deste modo e muito sucintamente há a informar que entre os -40º e os 0º os microrganismos encontram-se adormecidos, dos 0º aos 5º desenvolvem-se lentamente, dos 5º aos 65º é considerada a zona de perigo, pois dos 15º aos 45º os microrganismos desenvolvem-se muito bem, a partir dos 65º deixam de se desenvolverem, aos 100º a temperatura é letal e aos 120º ocorre a eliminação total, é o chamado efeito de esterilização.

Foi também muito útil aprender ao nível da higiene das instalações, equipamentos e utensílios, o sistema “marcha em frente”, evitando o cruzamento de circuitos para que o percurso do alimento não sofra retrocessos. Este sistema tem como fases: a recepção dos alimentos, onde é importante estipular horários de entrega, o armazenamento, onde os alimentos devem estar separados por categorias, etiquetados e protegidos, seguir a gestão rotacional dos stocks (primeiro a entrar e/ou expirar, primeiro a sair), a  preparação, onde deve estar estabelecida uma escala de serviço e respeitar o código de cores para as pranchas e facas (não usar para cortar o peixe a faca que serviu para cortar a carne, pois não basta apenas a lavagem), a confecção, cumprindo o tempo e temperatura adequados, pois a partir daqui é considerada zona de perigo e, a distribuição, sendo que as preparações frias, destinadas a serem consumidas no próprio dia, devem ser colocadas sob refrigeração até ao momento do seu consumo, não sendo retiradas do frio com mais de uma hora de antecedência, e as refeições quentes deverão ser servidas imediatamente após a sua preparação definitiva, excepto se conservadas pelo calor, ou após o seu reaquecimento se se tratarem de refeições conservadas pelo frio.

Por tudo o que foi dito, não é de mais realçar a importância deste módulo e aplicabilidade no exercicio da nossa profissão, concluindo com a seguinte frase: “ A higiene deve ser entendida como um modo de estar e não apenas como um conjunto de regras e obrigações”. 

Portfólio Reflexivo de Aprendizagem - PRA

09.03.10 – 17.04.11
74 h
Mediadora: Joana Oliveira

Em 9 de Março de 2010 tem inicio o curso de Técnicas de Cozinha/Pastelaria no CFPSA da Pontinha, data há muito esperada. Foi uma sensação boa, embora  estranha, voltar a estar numa sala de aulas, relembrar o ambiente de escola e ver as caras daqueles que vieram a ser os meus colegas ao longo de 14 meses, agora já na recta final.
O acolhimento foi feito pela nossa mediadora de curso, a Joana Oliveira, que logo nos informou do seu papel dentro do Centro, que é o de referência, o de estabelecer a ponte entre nós e aquele, assim como tratar de tudo o que está relacionado com o curso, desde organizar os módulos a serem dados, os horários, informar-nos do nº de faltas dadas, dos subsídios de almoço e transporte a que temos direito, das fardas que utilizamos nas aulas práticas, apenas para citar alguns exemplos. Foi-nos inclusive entregue uma pasta com material de estudo, destacando-se o manual de acolhimento e o regulamento do formando, onde tomámos contacto com a história do Centro bem como dos direitos e deveres dos formandos.
Fomos informados do código da nossa turma, o 10.CP.01.001, e de que esta seria uma turma especial no sentido de ser constituida por formandos com o nível secundário completo e, em alguns casos, com o nível superior. Cada um de nós fez uma breve apresentação sobre si e das suas vivências pessoais e profissionais e de seguida fomos igualmente informados de que ao longo do curso teriamos de efectuar obrigatoriamente um Portfólio Reflexivo de Aprendizagem (PRA), que basicamente será o reflexo do nosso percurso dentro do Centro, a ponte entre aprender e viver, uma reflexão sobre as nossas aprendizagens.
Actualmente este módulo continua a decorrer, e sempre que nos encontramos debatemos assuntos de interesse geral da turma, como o aproveitamento da mesma, qual o feedback do nossos formadores, a situação das faltas, o andamento do PRA, e , neste momento, as nossas expectativas face ao estágio que se aproxima.
Tivemos também a oportunidade de com a nossa mediadora realizar duas visitas de estudo, a primeira à Fábrica dos Pastéis de Belém e a segunda à Euroskills que decorreu em Dezembro de 2010 no Parque das Nações em Lisboa. Mais à frente este assunto será aprofundado no campo visitas de estudo.
Sobre a nossa mediadora apenas tenho a dizer que tivemos muita sorte, pois para além de ser uma pessoa bastante responsável, decidida, que zela pelos nossos interesses e que nos chama a atenção quando necessário, é também bastante simpática e divertida, tendo-o já demonstrado em várias ocasiões.